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O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, tocou o sino da Nasdaq há um mês. Foto: Divulgação

O Facebook começou a negociar suas ações na bolsa há exatamente um mês, em uma das aberturas de capital mais aguardadas dos últimos tempos. E mais "desastrosas" também, segundo o professor de Finanças da Fundação Getúlio Vargas, Samy Dana. "As pessoas exageraram muito na expectativa e pagaram mais do que deveriam, e agora têm que arcar com o prejuízo", avalia.
O "desastre" aconteceu depois que o tão aguardado maior IPO das empresas de internet encerrou o primeiro dia na bolsa com o preço da ação praticamente estável. Trinta dias depois, a negociação dos papeis do Facebook vêm acumulando perdas de cerca de 20% com relação aos US$ 38 da estreia, polêmicas entre as empresas envolvidas na abertura de capital e muita desconfiança sobre o futuro da rede social.
Para Dana, no entanto, o desempenho ruim na bolsa não significa que o Facebook vai mal como empresa. "O cenário internacional mudou as expectativas para o futuro, e isso mudou muito o preço da ação do Facebook. Ações de internet variam muito de acordo com o potencial futuro. Qualquer deslize pra cima ou pra baixo muda muito o preço", afirmou.
Esses deslize, para Dana, foi o cenário internacional no momento de abertura de capital, que também ajudou a agravar o mau desempenho do Facebook. "A economia americana estava começando a ir bem, mas o agravamento da crise na Europa ajudou a puxar para baixo", disse. "A aposta era muito alta, e a mudança no cenário afetou muito negativamente", resume o professor da FGV.
Perdas e polêmicas
A entrada do Facebook na bolsa foi cercada por perdas e polêmicas. A primeira delas surgiu junto com a abertura do pregão, quando um defeito na Nasdaq fez com que várias corretoras não conseguissem finalizar seus pedidos para compra de ações. Logo depois do fechamento, rumores indicavam que os papéis da companhia só fecharam em US$ 38,23 por preção dos bancos, com o objetivo de manter o preço pelo menos estável. Os bancos teriam agido agressivamente para que o preço das ações do Facebook não fechasse o dia abaixo dos US$ 38, valor estipulado pela companhia para os papéis em sua oferta inicial de ações.
Além disso, segundo informou a Reuters dias depois do IPO, o banco Morgan Stanley teria revisto para baixo as estimativas de resultados do Facebook, mas só teria avisado a alguns investidores, quando todos deveriam ter recebido essa informação. A expectativa de crescimento da rede social estava sendo reduzida por causa do aumento dos usuários da rede através de dispositivos móveis - plataforma na qual o Facebook não consegue ainda gerar receita -, fato reconhecido pelo próprio CEO da companhia, Mark Zuckerberg.
Esse fato levou investidores a processarem o Facebook e o Morgan Stanley, principal coordenador da oferta pública inicial, que afirmaram que os réus esconderam previsões rebaixadas de crescimento da rede social antes do IPO de US$ 18 bilhões. A Nasdaq ofereceu US$ 40 milhões em compensações aos investidores, mas o próprio Facebook acabou entrando com uma ação contra a bolsa, quando na última sexta-feira protocolou um documento em uma corte de Nova York para unificar as reclamações sobre o IPO.
Enquanto isso, notícias sobre as perdas causadas pelo IPO do Facebook na indústria não param de aparecer. As perdas dos bancos e corretoras devido à estreia da rede social na pode ser maior do que US$ 200 milhões, segundo Thomas Joyce, presidente-executivo da Knight Capital Group. Porém, somente o banco suíço UBS pode ter perdido mais de US$ 350 milhões devido ao IPO e estaria preparando uma ação legal contra a Nasdaq, afirmou a rede de TV americana CNBC.
Mas não são só investidores, bancos e corretoras que registram perdas após o IPO do Facebook. Com a desvalorização das ações do Facebook, o CEO da companhia acabou deixando a lista dos 40 mais ricos do mundo elaborada pela Bloomberg. No dia da abertura de capital do Facebook, quando as ações encerraram o dia cotadas a mais de US$ 38, a fortuna do criador do Facebook chegou a US$ 19,4 bilhões. No fim de maio, no entanto, a fortuna de Zuckerberg caiu para US$ 14,4 bilhões.
Ações do facebook

O candidato a reeleição em Florianópolis, o vereador Dalmo Menezes (PP), entrou na justiça com uma ação cautelar depois de ter o seu nome usado negativamente na comunidade do Facebook "Reage Praia Mole". A comunidade foi criada após o candidato apresentar um projeto que prevê a transformação da Praia da Galheta, em Florianópolis, em Parque Municipal. Segundo ele, as pessoas o interpretaram mal quando ele propôs a criação de uma comissão técnica para avaliar o que seria área privada e pública no parque, além de denegrir sua imagem na rede social.

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O parecer foi dado pelo juiz da 13° Zona Eleitoral de Florianópolis, Luiz Felipe Siegert Schuch, que determinou que a rede social saia do ar, no Brasil, no período de 24 horas, em razão do descumprimento à decisão judicial que solicitava a retirada do perfil "Reage Praia Mole" do ar.

O Facebook foi notificado no dia 1° de agosto para que desabilitasse a comunidade, pois a mesma estava prejudicando o andamento das propaganda eleitoral e por ferir as disposições da resolução 23.370/2011 do Tribunal Superior Eleitoral. Foi determinado pelo juiz, no caso de descumprimento da liminar, a empresa vai receber uma multa diária de R$50 mil a partir da data de intimação. Como a rede social não cumpriu a limitar, foi determinada a suspensão da rede social por 24 horas no país, caso ocorra um novo descumprimento da liminar, o prazo de 24 horas será duplicado.

Na tarde dessa sexta-feira (10), foram avaliadas as novas sanções cabíveis pelo não cumprimento tanto da retirada do perfil, quanto da suspensão do Facebook no Brasil. A assessoria de imprensa do Facebook no Brasil aguarda uma posição da empresa nos Estados Unidos, com sede na Califórnia.


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O Facebook está trabalhando com a HTC para desenvolveu seu smartphone próprio para ser lançado em meados de 2013, disseram fontes familiarizadas ao assunto para a agência "Bloomberg". 

Ambas as companhias planejam lançar o smartphone ainda no fim deste ano, mas mudou o calendário para dar a HTC mais tempo de trabalhar em outros produtos, disse uma das fontes, que pediram anonimato. 

O Facebook também está desenvolvendo um sistema operacional modificado para o smartphone e montou uma equipe de ex-programadores da Apple para melhorar o aplicativo para o iPhone, conforme a "Bloomberg". 

Mais da metade dos 900 milhões de usuários do Facebook acessam a rede social por meio de dispositivos móveis, enquanto nenhum dos US$ 3,15 bilhões das vendas de publicidade em 2011 veio de anúncios em celulares. 

Segundo a "Bloomberg", o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, poderia usar um celular do Facebook, com funções da rede social embutidas, para atrair comerciantes e atenuar as preocupações que levam à queda das ações da companhia. 

"O uso está se deslocando para o celular, e eles ainda não foram capazes de rentabilizar o acesso móvel", disse Anthony Victor, analista da Topeka Capital Markets.

Ghost writer, Katherine escrevia e-mails e os posts de Zuckerberg, e deixou a companhia em 2010. Foto:  Divulgação Ghost writer, Katherine escrevia e-mails e os posts de Zuckerberg, e deixou a companhia em 2010
Uma das primeiras funcionárias do Facebook - mais especificamente a 51ª - resolveu tornar pública sua experiência nos primeiros anos na rede social. Muito antes de o Facebook negociar ações na bolsa e valer bilhões de dólares, a americana Katherine Losse trabalhou no suporte ao cliente, passou a ser ghost writer de Mark Zuckerberg e comandou a internacionalização da rede, experiências que conta no recém-lançado The Boy Kings: a journey into the heart of the social network, ainda sem tradução para o português e sem previsão de lançamento no Brasil.
Katherine entrou em 2005 na rede social, onde trabalhou até 2010. De representante do suporte ao cliente, ela passou a gerente de produto para internacionalização do Facebook, cargo que ocupou durante um ano até se tornar ghost writer pessoal de Zuckerberg - tarefa em que escrevia e-mails e postagens em blogs como se fosse o CEO da companhia. "Foi divertido, um bom desafio. Mark era relativamente desencanado como chefe e me deixava fazer a maioria das coisas eu queria", disse em entrevista por e-mail ao Terra.
A americana teve que enfrentar um ambiente bastante masculino naqueles primeiros anos de rede social - e muitas vezes até mesmo machista. "Era definitivamente um ambiente muito masculino, particularmente na área de engenharia. Eu me diverti, mas houve momentos em que a predominância de homens era perceptível. Um dia exigiram que as mulheres vestissem camisetas com uma foto de Mark estampada, mas eu me neguei", contou.
Viagem ao Brasil
Como gerente para a internacionalização do Facebook, Katherine acompanhou Zuckerberg em uma viagem ao Brasil em 2009. Entre reuniões e entrevistas, ela conta que Mark provou desde churrasco a caipirinha de frutas vermelhas, coisas que nunca havia experimentado antes. "Ele nunca havia estado no Brasil antes, mas eu tinha estado lá três vezes, então eu disse a ele o que eu sabia sobre o Brasil e o quanto era importante ser bem sucedido no Brasil".
A viagem durou cinco dias por São Paulo, e havia o desejo de que fosse estendida para o Rio de Janeiro, mas uma reunião de última hora não permitiu. "Eu lhe disse que precisava ir ao Rio porque o Rio é uma cidade muito importante culturalmente no Brasil", afirmou.
A autora diz que o objetivo do livro é ajudar a compreender a era digital em que vivemos. "O livro fornece um retrato de como era trabalhar no Facebook em seus primeiros dias, de como era divertido, mas também como foi uma grande tarefa, e quanto a gente tinha que trabalhar. Ele também mostra como essa tecnologia que agora parece onipresente - Facebook - foi desenvolvida, e como eram algumas das personalidades por trás dela", afirma.
Katherine diz que saiu do Facebook em 2010 pois já "tinha contribuído tanto quanto podia para a empresa". Segundo ela, nos primeiros dias da rede social predominava um sentimento de fraternidade na companhia, que foi desaparecendo na medida em que o Facebook foi crescendo. "O sentimento ainda existe em pequenas equipes na empresa, mas uma vez que a empresa tem crescido para milhares de funcionários, é mais difícil para todo mundo ser amigo de todo mundo", disse.
Fonte: Terra